O senhor é um fanfarrão, senhor Padilha. O senhor não é um diretor de cinema, o senhor é um moleque.
Quando Tropa de Elite foi parar nos camelôs antes da estréia, o senhor subiu nas tamancas, disse que quem comprava o pirata alimentava o crime. Mas, quando foi preterido para a disputa do Oscar, o senhor disse que ficou feliz que o público tenha votado nele para representar o Brasil, nas enquetes da imprensa.
Ora, senhor Padilha, o filme nem tinha estreado ainda! O público que votou no filme é o mesmo que o comprou no camelô! Antes eram criminosos, agora são a muleta pra explicar o seu fracasso artístico.
Aliás, o senhor mandou estrear na surdina em uma sala de Jundiaí apenas para se qualificar para o Oscar. Quando a indicação não saiu, o senhor disse que “seu foco não era o Oscar”. Agora as uvas tão verdes, né? O senhor quer enganar a quem?
O senhor pensa que eu não sei que o senhor é rancoroso e anti-ético? Pensa que eu não vi o senhor batizando no seu filme uma patricinha amiga de traficantes com o nome de Roberta Lund? Pensa que eu não sei que isso foi uma referência direta à diretora Katia Lund?
Depois o senhor mudou o nome, mas não pense que isso muda alguma coisa. A Katia é uma diretora de cinema premiada, oriunda de família rica, com grande trabalho social nas favelas do Rio de Janeiro. A “Roberta” Lund é uma patricinha descerebrada amiga de traficantes e que participa de uma ONG numa favela. O recado é direto demais. O senhor está chamando uma colega de trabalho de criminosa. Isso é uma molecagem da pior espécie.
Pede pra sair, senhor Padilha. Pede pra sair do cinema brasileiro. O senhor não é bem vindo aqui.
35 comments ↓
“Pede pra sair, senhor Padilha. Pede pra sair do cinema brasileiro. O senhor não é bem vindo aqui.”
O pior de tudo é que pra grande parte os brasileiros, pricialmente os que vão ao cinema, ele é.
=/
Argumentos primorosos permeiam suas críticas. Porém, perdem o peso, a eficácia, e o mais importante: o impacto, em razão de você utilizar-se de voracidade inconsequente, por vezes irresponsável. Deixa o foco alargar-se, e acaba falando mais sobre si, ou sobre o criticado, do que sobre o fato reprovável. Confunde o privado - o subjetivo, com o fato - o objetivo. Combate o fato e ridiculariza o autor. Deixa o argumento se esvair, e torna-se criticável. A maestria da crítica irônica e indigesta é ancansável quando somos criveis, e para tanto, não podemos soar insandecidos e desreipeitosos. Argumentos primorosos permeiam suas críticas.
e a gente vai levando…
Marcus, você está hilário “imitando” o Capitão Nascimento num “interrogatório” ao Padilha…
Sensacional!
Oxe ! Tu ficou brabo memo, hómi !
Definitivamente vc gosta de cinema muuuuuuuuuuuuito mais do que eu.
Abração !
marcus, querido: obrigada pela presença e palavras carinhosas lá no blog. ainda não atualizei o link da tua casa nova e nem tive oportunidade de dizer como ficou bacana, parabéns!
agora, quanto ao padilha: vou me abster de comentar sobre o filme porque não o vi. mas eu vou te dizer, eu vi o documentário anterior dele e achei duca. muito bom mesmo. talvez seja só uma fase ruim do cara [isso se o filme for realmente facista e eu já vi comentários dizendo o contrário - inclusive do meu filho - , então vou ter que conferir por mim mesma]. beijoquinhas!
Estou viajando, e logo vi que tem uns textos bons por aqui sobre o filme. Dpois volto p ler melhor. No momenot, deixo as boas impressoes sobre o novo dominio e blog!
abracao,
Tô doida pra ver esse filme.
Jundiaí? Bizarro. Eu trabalho em Jundiaí e não fiquei sabendo.
Pra você ver que foi uma coisa maquiada mesmo.
“Pede pra sair, senhor Padilha. Pede pra sair do cinema brasileiro. O senhor não é bem vindo aqui.”
É incrivel como a blogosfera petista está agindo em uníssono em reação à esse filme. O termo reacionarismo ganha aqui o seu significado mais literal possível.
Depois, quando se insinua que o petismo é fundamentalmente antidemocrático - só se deve permitir filmar no Brasil quem segue a cartilha - os petistas acham ruim.
Petista?
Vai pastar, Homero. Vai ver o filme e entenda a piada antes de zurrar a primeira coisa que apareça na sua cabeça bitolada.
“É incrivel como a blogosfera petista está agindo em uníssono em reação à esse filme.”
ZzzzzzZzzzzzZzzzzZzzzzzZzzzz….
Caro Marcus,
Com relação à recomendação de ir pastar, declino. Mas aceito de bom grado o seu convite implícito de não ler nem comentar mais no seu blog.
Peço desculpas pelos incovenientes que causei ao freqüentar a sua casa. Outros Freqüentadores, como o André, certamente se sentirão muito mais à vontade a partir de agora.
Boa sorte.
Homero, você pode comentar o quanto quiser. Mas não espere que eu goste dessas acusações tolas e as responda educadamente.
Não vou ficar explicando piada. Te vira pra entender.
Marcus,
Embora eu tenha adorado o seu texto e concordado em relação as críticas contra a postura do “Senhor Padilha”, sou obrigado a discordar em relação as críticas feitas a produção.
E tenho achado curioso como um filme com tantas possibilidades de interpretações tem, em grande escala, alcançado apenas duas: de herois ou facistas. Triste, muito triste.
No seu outro post sobre o filme, você critíca o foco dado aos estudantes, que fumam maconha durante o trabalho e chama o discurso deles de articulado. Me desculpa, mas conheço muitos estudantes, brilhantes, que fumam maconha durante a realização dos trabalhos, só que não acho o discurso articulado, acho o discurso primário e inocente (embora exista o brilhantismo, falta maturidade). Ah! “A polícia oprime os desfavorecidos e, quem diria, a classe média.” Isso é óbvio, mas um discurso articulado seria levantar o porque isso ocorre. O que falta na sociedade para impedir essa opressão, tanto aos desfavorecidos quanto a classe média. Que sim, alimenta a corrupção e o crime ao dar cinquenta reais para se livrar de uma multa de cento e cinquenta ou compra um bagulhinho para queimar enquanto faz aquele trabalho sobre “Foucault”. Um discurso articulado é colocar as cartas nas mesas e abrir as responsabilidades de cada um sobre a situação, sem hipocrisias.
Não vejo grande divergência, Leandro. Note que eu falei em discurso “minimamente” articulado, porque fora aquelas simplificações capengas, nada é dito contra a violência policial. Eu sei que há formas muito mais maduras de abordar o problema — e elas ficaram ausentes do filme.
Aguarde o meu post sobre drogas, que está no ar amanhã ou um pouco depois.
Eu achei maravilhoso seu trabalho !
Engraçado….
uma diretora de cinema premiada, oriunda de família rica, com grande trabalho social nas favelas do Rio de Janeiro……se ela é tudo isso que dizem que é pq estão incomodados com um mero detalhe de sobrenome…
A carapuça serviu?
Vai nessa Padilha, enquanto o cães ladrem a caravana passa…..
bjs
“Mero detalhe” do sobrenome? Hehehe. Troque seu nome pra Poliana, é mais adequado.
genial , a piada utilizada ficou ótima , me espoquei de rir ao ver o marcus “nascimento” falando , sobre a critica , eu achei pertinente e concordo com ela!
Ótimo blog, já está em meu feed.
então… ainda não vi o filme, mas essa história desse post eu ainda não tinha lido!
abraço!
Será que ele deve pedir pra sair do cinema brasileiro só porque denunciou a cumplicidade dessas ONGs com os narcotraficantes?
Meu Deus!
Mais um que não entendeu a piada.
Você assistiu a Ônibus 174, Marcus?
ônibus 174 deixa a desejar. Ele fala de Sandro, da mídia ou da polícia? De todos juntos. Padilha quer colocar tudo num mesmo saco.
Abusa do melodrama em cima do fato, em 174. Padilha quer ganhar sua vida sendo diretor, por isso faz filmes para a maioria despolitizada. Até agora foi assim. Acertou, parece, sem querer em 174. Em Tropa de Elite ele mostrou como sabe fazer cinema pra movimentar, acender os ânimos truculentos e fascistas do Brasil.
A Katia Lund já defendia algumas das ideias do Sr. Padilha em 2002
http://revistatpm.uol.com.br/13/vermelhas/02.htm
O Sr Padilha afirmou em várias entrevistas que é pueril e burguesa a leitura que alguns fazem do filme dele de ser fascista etc.
Ele apenas retratou a realidade.
Aguém duvida?
È um filme excelente!
Ele retratou a realidade que está na cabeça dele.
queria saber se o filme tropa de elite vai passar também nos cinemas em portugal ( lisboa ) pois nós portugueses admiramos muito o cinema brasileiro ex: cidade de deus. aguardamos respostas
jose padilha voce deve ser uma pessoa linda por dentro quanto voce é por fora a primeira vez que te vi foi no programa do jô depois que eu vi o brilho do seus olhos o assunto da pirataria ficou banal era voce que era pra estar naquele sofa depois eu acompanhei algumas de suas entrevistas e achei maravilhosa a tua personalidade e seu jeito de ver a vida eu não tenho nada enteressante pra te dizer da minha vida pessoal mas sou poeta estou montando um projeto para publicar meu livro tenho em mente um projeto maravilhoso para produzir um filme maravilhoso que volta na decada de 30 mas retrata bem a impunidade o descaso e a falta de compaixão dos sangue sugas do poder publico umfilme que com certeza teria uma grande repercursão ainda não assisti seu filme mais o que interessa foi a intenção que você teve ao tentar retratar a realidade que nós vivemos hoje, vou deixar o endereço de e-mail de uma amiga e espero retorno.
Atenciosamente,
Jóice
Ei Zé, vem aqui ler os depoimentos das suas fãs.
o que eu gostei no filme foi a parte que o capitão nascimento pergunta pro “estudante safado”: Quem matou esse cara aqui foi vc! Seu viado! É vc que financia essa merda aqui. Seu maconheiro! Seu merda! A gente vem aqui pra desfazer a merda que vc faz!
o pessoal do meu centro acadêmico é que ñ deve ter gostado…
Alguem pode me enviar o endereço email de José Padilha?
Obrigado
Crítica genial.
Mas é claro que eles não reconheceriam uma crítica nem que ela batesse com um fuzil na cabeça deles.
“Cosmética da Fome” por Ivana Bentes
“Sociedade do Espetáculo” por Guy Debord
“Carnaval Globeleza” por Roberto Marinho
A desgraça do povo é o circo da pós-nação. Ontem Nero nos tocava, hoje as pessoas vão por livre e espontânea vontade.
“Hora da Estrela” Clarice Lispector.
Alguém precisa ler esta cartinha pro Padilha. Daremos um jeito.
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