
Este blog fez seu terceiro aniversário este mês e, pra variar, eu esqueci da data. Antes que o mês acabe, faço o registro.
Há tempos eu desencanei de postar regularmente aqui, mas nunca me passou pela cabeça encerrá-lo. Ele é como a minha casa, ou a minha carteira de identidade. Quer saber quem é o Marcus, aquele cara cartesiano e sem muito senso de humor? Vai lá no Velho do Farol que você fica sabendo quem é.
Teve uma época em que eu pensava: “vou escrever todos os dias, ou pelo menos três vezes por semana no blog”. Mas, sobre o quê? Os assuntos da moda? Desencavar links? Contar a minha vidinha? Ah, manter a atenção do público é muito complicado. Eu me sentia como uma puta oferecida, hehehe.
(sem nenhuma crítica a quem cultiva o seu leitorado, por favor)
Abaixo vai o meu top 5 dos melhores textos, os que mais me deram prazer de escrever:
O Iraque não precisa de liberdade: uma provocação, e também uma análise sobre a diferença entre viver numa ditadura ordeira e numa democracia sangrenta. Escrito em 2004, continua bastante atual.
O Netscape morreu: a pretexto de falar sobre os estertores do antigo navegador de internet, eu conto, desde os primórdios, a minha descoberta do mundo virtual.
Finados: lembrando o Dia dos Mortos e refletindo sobre essa característica dos seres humanos de não querer esquecer aqueles que se foram.
Trintão sem noção: o mais próximo que eu cheguei de transformar o blog num divã. Todo mundo cresce, mas alguns se recusam a isso, e talvez tenham bons motivos.
O lírio mimoso: se esse blog não tivesse mais nenhum outro motivo de existir, esse meu passeio lírico pelo universo do Círio de Nazaré bastaria. Meu texto favorito de sempre.
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